God Talks With Arjuna – Self Rio https://www.srfriodejaneiro.com.br Centro de Meditação do Rio de Janeiro - Self-Realization Fellowship Wed, 20 Mar 2019 16:58:40 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.srfriodejaneiro.com.br/wp-content/uploads/2026/05/cropped-Screenshot_15-32x32.jpg God Talks With Arjuna – Self Rio https://www.srfriodejaneiro.com.br 32 32 “Partha”: o poder de renunciar a tudo o que é contrário à natureza da alma https://www.srfriodejaneiro.com.br/partha-o-poder-de-renunciar-a-tudo-o-que-e-contrario-a-natureza-da-alma/ Sun, 06 Jan 2019 21:23:43 +0000 http://riosrf.org/?p=2413

Partha (“FiIho de Pritha”, Arjuna), não te entregues a essa impotência; ela não te cai bem. Ó Exterminador de Inimigos, abandona essa pusilanimidade mesquinha! Levanta-te!

Bhagavad Gita II:3

Ó devoto, filho da renúncia, não te entregues a um comportamento não condizente com a natureza positiva de teu Verdadeiro Ser, a alma. O arrasador de inimigos, usa tua vontade férrea de autocontrole para superar esta débil pusilanimidade resultante de teu apego aos hábitos sensoriais. Levanta-te! Ergue-te da fortaleza dos sentidos para os mais elevados centros espinhais da consciência divina.

Pela meditação contínua, a orientação divina torna-se gradualmente mais tangível. Deus manifesta Sua presença por meio de uma profunda paz, alegria ou sabedoria sentida nos milhares canais sensoriais, situados no revestimento interno do corpo com a epiderme que o envolve totalmente. Nesse estado, o devoto que está progredindo é intuitivamente orientado pelo Espírito enquanto ouve, em seu interior, a voz do Infinito.

Ao referir-se a Arjuna como Partha (“Filho de Pritha”), a Voz Interior lembra ao devoto-príncipe sobre o seu poder natural de renúncia, que pode salvá-lo de sua fraqueza presente, se puser em prática a força de vontade.

(…) Todo homem tem o poder de resistir a uma existência limitada pela identificação com os sentidos e pelos hábitos. Esse poder de renúncia não envolve qualquer tipo de perda ao devoto, e sim lhe dá a oportunidade de remover e abandonar tudo que retarda seu progresso espiritual Assim como Pritha renunciou a um pai admirável para cumprir um dever ainda mais nobre, também o devoto não deve hesitar em rejeitar a orientação de seus queridos maus hábitos que demonstram um interesse paternal em subjugar sua vontade.

A Voz Interior diz: “Abandone o apego aos sentidos! Use o poder de renúncia para abdicar de todas as ‘qualidades indignas de um homem!’ Não faça nada que não seja contrário à natureza da alma!”

 

Tradução não oficial de trecho do livro God Talks With Arjuna (página 161), de Paramahansa Yogananda

 

God Talks With Arjuna está à venda pelo site da Livraria da Sede Central.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A natureza eterna e transcendente da alma https://www.srfriodejaneiro.com.br/a-natureza-eterna-e-transcendente-da-alma/ Sun, 02 Sep 2018 10:55:28 +0000 http://riosrf.org/?p=2105 Então, o abençoado Senhor disse:

Tu tens estado te lamentando por aqueles que não merecem lamentações! Ainda assim, pronuncias palavras de erudição. Os que são verdadeiramente sábios não se lamentam nem por aqueles que estão vivos e nem por aqueles que já passaram.

(BG, II:11)

“Teu coração derrama lágrimas de sangue por aqueles cuja morte não merece tristeza! Justificas tua tristeza com argumentos provenientes da erudição das eras. Mas os verdadeiramente sábios, imbuídos do conhecimento celestial, não permitem que seu discernimento seja manchado pela tola ilusão de ver como realidade a inquietude chamada vida e o aparente sono sem fim na escuridão do túmulo, chamado morte.”

Falar como um sábio e comportar-se como um ignorante: isso não é contraditório? O devoto sob a influência da ilusão experimenta um estado no qual ele é capaz de pronunciar palavras de sabedoria ainda que esteja agindo como um simplório. Noviços-yogis podem falar como se estivessem calmos e cheios de sabedoria, enquanto na verdade são motivados pela inquietude. Entre as palavras de uma pessoa assim e o que ela realmente é há uma vala intransponível. Não se deve ser um hipócrita em nada. Deve existir uma conexão de igualdade entre a vida de um indivíduo e a expressão de seus pensamentos.

Um devoto que está mais disposto a abandonar as elevadas alegrias da alma do que a destruir os amados inimigos sensoriais pode, na verdade, assumir a afetação de um homem de sabedoria e renúncia. Não obstante, seu estado é de desânimo e “pés frios”. Fraqueza mental nunca é sabedoria, e sim um sinal de profundo apego subconsciente ao ego e a seus prazeres ilusórios. Aquele que não consegue permanecer firme no comportamento correto diante de um teste do Todo- poderoso perde o direto de falar como um sábio.

E com relação àquelas muitas pessoas que, enquanto falam palavras de sabedoria, estão afundadas em misérias e preocupações impróprias e de sua própria criação? Diante da menor dificuldade – seja, por exemplo, perder o café da manhã, o almoço ou jantar – sua calma é agitada. O teste da sabedoria de um homem é sua equanimidade. As pequenas pedras que são jogadas no lago da consciência não devem pôr todo o lago em comoção.

A moral aqui é que se deve abandonar aquele estado mental onde se age como Jerkyll-and- Hyde, falando como um sábio e agindo como um ignorante. Esta dualidade tem que ser evitada, e para isso se deve agir sabiamente tanto quanto falar como um sábio. O devoto iluminado sincroniza suas ações com suas palavras, e segue o bom conselho que pode muitas vezes dar aos outros!

Esteja ancorado no Imutável
Para abandonar a vida dupla de ignorância, o devoto não deve ficar agitado com as mudanças inquietas da vida, nem temeroso da calma momentânea da assim-chamada morte (a suspensão da atividade física). É isso que quer dizer a referência ao sábio que não se lamenta nem pelos vivos nem pelos mortos. O sábio não se entrega à tristeza por coisas que são inevitavelmente evanescentes e mutáveis. Aqueles que sempre choram e reclamam que a vida é cheia de amarguras revelam a estreiteza de suas mentes. Na consciência de Deus, todas as coisas mundanas são futilidades, porque não são eternas. As mudanças angustiantes na vida e na morte parecem reais por causa do sentido de posse do homem – “meu corpo, minha família, minhas aquisições.” Este mundo é de Deus; a morte nos lembra que nada nos pertence, com exceção do que somos como almas. Estar identificado com o corpo e com seus arredores é encontrar-se repetidas vezes com o inesperado – as assustadoras mudanças que curvam o indivíduo numa submissão involuntária.

Tradução não oficial de trecho do livro God Talks With Arjuna – The Bhagavad Gita (Deus fala com Arjuna – A Bhagavad-Gita) – de Paramahansa Yogananda (pág. 169 do original)

 

God Talks With Arjuna está à venda pelo site da Livraria da Sede Central.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Duas fases da batalha interior da meditação https://www.srfriodejaneiro.com.br/duas-fases-da-batalha-interior-da-meditacao/ Sun, 26 Aug 2018 22:25:26 +0000 http://riosrf.org/?p=2089

No primeiro estágio de meditação, a mente do devoto está inextricavelmente limitada à consciência sensorial. Sua mente está concentrada sobre sons materiais e pensamentos inquietos. Ele fica apavorado ao observar todas as forças da inquietude e da oposição mental que se insurgem contra ele. Milhões de devotos superficiais nunca passam além deste estado, caracterizado por uma luta psicológica, um beco sem saída, entre os sentidos e as forças de calma e intuição da alma.

O devoto que é vitorioso nesta batalha psicológica inicial penetra no segundo estado de meditação, a batalha metafísica, onde sua consciência e energia vital tornam-se centralizadas nos centros da espinha. Ele se vê como um guerreiro no campo de batalha da espinha – o campo comum às forças espirituais e às tendências mentais e sensoriais oponentes, sob sua forma sutil. Quando esta batalha está para começar, o devoto sente uma atração simultânea, tanto na direção das tendências sensoriais exteriorizantes nos centros da espinha, como na direção das forças espirituais interiorizantes da alma. É então que este devoto contata o calmo Espírito interior e rogando pede que este Poder Divino coloque a carruagem da intuição entre as percepções divinas sutis e as percepções sensoriais grosseiras. O devoto assim espera, com a ajuda do Espírito, reorganizar suas forças de meditação para combater as forças da inquietude.

 

Tradução não oficial de trecho do livro God Talks With Arjuna (página 129), de Paramahansa Yogananda

 

God Talks With Arjuna está à venda pelo site da Livraria da Sede Central.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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